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Créditos

Relações Internacionais - Demétrio Magnoli
15/11/2010  G20, o espetáculo da soberania
Aquilo que o ministro Guido Mantega define como guerra cambial é a paisagem superficial da longa crise do sistema de Bretton Woods. O desequilíbrio entre os superávits chineses e os déficits americanos forma o relevo destacado nessa paisagem, mas não a esgota nem a explica. A crise de fundo tem uma dimensão econômica mas uma raiz geopolítica. No fim das contas, as engrenagens institucionais da ordem econômica global parecem emperradas, pela primeira vez desde o pós-guerra. O G20, palco da estreia de Dilma Rousseff na cena internacional, não é a ferramenta milagrosa de solução da crise. Antes, figura como uma expressão singular do impasse evidenciado desde a quebra do Lehman Brothers.

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Palavra do Leitor -
21/8/2006  Direto de um bunker em Haifa
Universidade de Haifa, 16 de julho, 9h30. Escuto pelos microfones dos corredores:
- Por favor, alunos, sem criar pânico, desçam as escadas com calma até o bunker. Sem entender muita coisa, desci.
Dentro do bunker estavam professores, alunos e funcionários da universidade atentos às notícias do rádio. Sim, Haifa foi atingida por mísseis.

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Texto & Cultura - Flora Bender Garcia
21/5/2007  Construção, (des)construção. Operário-livre?
Liberdade – essa palavra
que o sonho humano alimenta;
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!
Cecília Meireles, em Romanceiro da Inconfidência,
Resgatado por Jorge Furtado, em Ilha das flores

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Idéias - José Arbex Jr.
30/8/2010  Lula e o cordial “fascismo à brasileira”
Calma. Não se pretende, aqui, afirmar que Luiz Inácio Lula da Silva preside um governo fascista, nem que ele próprio simpatize com Adolf ou Benito. A coisa é bem mais complicada. Ao contrário do que sugerem as aparências, o governo Lula, independentemente de suas intenções, acentuou, em vez de diminuir, as características fascistóides do Estado brasileiro. Vivemos a barbárie em nosso cotidiano, mas estamos contentes com o carro novo, a televisão de 42 polegadas e a última versão do iPhone. E, secretamente, até acreditamos que o futuro imediato do Brasil é brilhante. A coisa vai muito mal.

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Geografia - Nelson Bacic Olic
29/11/2010  O fenômeno urbano: passado, presente e futuro
As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas. Cerca de dois mil anos antes da era cristã, as cidades egípcias de Mênfis e Tebas já se constituíam em núcleos urbanos que abrigavam milhares de habitantes. Outras surgiram nos vales fluviais da Mesopotâmia, da Índia e da China. Elas se caracterizavam por concentrar atividades não-agrícolas, sendo locais de culto e de administração. No entanto, comportavam-se apenas como complemento do mundo rural, pois não tinham funções ligadas à produção. Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas e mesmo para as cidades da Idade Média. Com o tempo e o surgimento do comércio de longa distância, os núcleos urbanos passaram a ter a função de entrepostos comerciais.

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