Aquilo que o ministro Guido Mantega define como guerra cambial é a paisagem superficial da longa crise do sistema de Bretton Woods. O desequilíbrio entre os superávits chineses e os déficits americanos forma o relevo destacado nessa paisagem, mas não a esgota nem a explica. A crise de fundo tem uma dimensão econômica mas uma raiz geopolítica. No fim das contas, as engrenagens institucionais da ordem econômica global parecem emperradas, pela primeira vez desde o pós-guerra. O G20, palco da estreia de Dilma Rousseff na cena internacional, não é a ferramenta milagrosa de solução da crise. Antes, figura como uma expressão singular do impasse evidenciado desde a quebra do Lehman Brothers.
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Universidade de Haifa, 16 de julho, 9h30. Escuto pelos microfones dos corredores: - Por favor, alunos, sem criar pânico, desçam as escadas com calma até o bunker. Sem entender muita coisa, desci. Dentro do bunker estavam professores, alunos e funcionários da universidade atentos às notícias do rádio. Sim, Haifa foi atingida por mísseis.
Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta; que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda! Cecília Meireles, em Romanceiro da Inconfidência, Resgatado por Jorge Furtado, em Ilha das flores
Calma. Não se pretende, aqui, afirmar que Luiz Inácio Lula da Silva preside um governo fascista, nem que ele próprio simpatize com Adolf ou Benito. A coisa é bem mais complicada. Ao contrário do que sugerem as aparências, o governo Lula, independentemente de suas intenções, acentuou, em vez de diminuir, as características fascistóides do Estado brasileiro. Vivemos a barbárie em nosso cotidiano, mas estamos contentes com o carro novo, a televisão de 42 polegadas e a última versão do iPhone. E, secretamente, até acreditamos que o futuro imediato do Brasil é brilhante. A coisa vai muito mal.
As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas. Cerca de dois mil anos antes da era cristã, as cidades egípcias de Mênfis e Tebas já se constituíam em núcleos urbanos que abrigavam milhares de habitantes. Outras surgiram nos vales fluviais da Mesopotâmia, da Índia e da China. Elas se caracterizavam por concentrar atividades não-agrícolas, sendo locais de culto e de administração. No entanto, comportavam-se apenas como complemento do mundo rural, pois não tinham funções ligadas à produção. Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas e mesmo para as cidades da Idade Média. Com o tempo e o surgimento do comércio de longa distância, os núcleos urbanos passaram a ter a função de entrepostos comerciais.
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