“Ouvi disparos repetidamente enquanto as pessoas entoavam Allahu Akbar (Deus é grande) na região de Niavaran”, testemunhou um habitante de Teerã no sábado, 20 de junho, enquanto helicópteros da polícia sobrevoavam a capital, milicianos alvejavam manifestantes e jornalistas enganavam a censura transmitindo fotos via Twitter. No Irã, insiste o candidato oposicionista Hossein Mousavi, aconteceu uma fraude eleitoral de proporções quase inconcebíveis.
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Universidade de Haifa, 16 de julho, 9h30. Escuto pelos microfones dos corredores: - Por favor, alunos, sem criar pânico, desçam as escadas com calma até o bunker. Sem entender muita coisa, desci. Dentro do bunker estavam professores, alunos e funcionários da universidade atentos às notícias do rádio. Sim, Haifa foi atingida por mísseis.
Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta; que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda! Cecília Meireles, em Romanceiro da Inconfidência, Resgatado por Jorge Furtado, em Ilha das flores
Golpe. Puro e simples golpe. Golpe vagabundo, de republiqueta de banana. Golpe de jagunço, de gente baixa e mesquinha, de pigmeu moral, de candidato a ditador. O idioma falta para caracterizar o que foi feito no Maranhão, com o afastamento do governador legitimamente eleito Jackson Lago e a imposição, goela abaixo do povo, de uma representante da oligarquia Sarney. Para derrubar Lago e ao mesmo tempo evitar a convocação de novas eleições no Maranhão, a justiça eleitoral brasileira – que grande piada, que escárnio colossal, que falta do menor senso de dignidade! – inventou um procedimento “ishperrrrto”: cassou os votos apenas dos eleitores de Jackson Lago, mantendo todos os outros válidos. A criatividade não tem limites: enquanto a ditadura militar impugnava o mandato de um determinado opositor, o atual regime brasileiro caça o voto de centenas de milhares de eleitores. E o chefão do esquema, ainda por cima, preside o honrado senado brasileiro. Triste país, se é que possa qualificá-lo como tal.
A crise econômica que afeta globalmente o mundo eclodiu com maior vigor no segundo semestre de 2008 e até agora a grande maioria dos países que formam a comunidade internacional ainda sofre, em maior ou menor grau, os reflexos não só econômicos, mas também sociais e geopolíticas dessa crise.
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