Aquilo que o ministro Guido Mantega define como guerra cambial é a paisagem superficial da longa crise do sistema de Bretton Woods. O desequilíbrio entre os superávits chineses e os déficits americanos forma o relevo destacado nessa paisagem, mas não a esgota nem a explica. A crise de fundo tem uma dimensão econômica mas uma raiz geopolítica. No fim das contas, as engrenagens institucionais da ordem econômica global parecem emperradas, pela primeira vez desde o pós-guerra. O G20, palco da estreia de Dilma Rousseff na cena internacional, não é a ferramenta milagrosa de solução da crise. Antes, figura como uma expressão singular do impasse evidenciado desde a quebra do Lehman Brothers.
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Universidade de Haifa, 16 de julho, 9h30. Escuto pelos microfones dos corredores: - Por favor, alunos, sem criar pânico, desçam as escadas com calma até o bunker. Sem entender muita coisa, desci. Dentro do bunker estavam professores, alunos e funcionários da universidade atentos às notícias do rádio. Sim, Haifa foi atingida por mísseis.
Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta; que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda! Cecília Meireles, em Romanceiro da Inconfidência, Resgatado por Jorge Furtado, em Ilha das flores
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As cidades surgiram como parte integrante das sociedades agrícolas. Cerca de dois mil anos antes da era cristã, as cidades egípcias de Mênfis e Tebas já se constituíam em núcleos urbanos que abrigavam milhares de habitantes. Outras surgiram nos vales fluviais da Mesopotâmia, da Índia e da China. Elas se caracterizavam por concentrar atividades não-agrícolas, sendo locais de culto e de administração. No entanto, comportavam-se apenas como complemento do mundo rural, pois não tinham funções ligadas à produção. Isso foi válido também para as cidades gregas e romanas e mesmo para as cidades da Idade Média. Com o tempo e o surgimento do comércio de longa distância, os núcleos urbanos passaram a ter a função de entrepostos comerciais.
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